Estética

Saiba como tratar e evitar manchas de pele e melasma

Comentário(s) 05 agosto 2018

As manchas na pele podem ser tratadas como problema estético, mas também requerem atenção, pois podem ser indicativos de doenças mais graves. “As manchas de pele são provocadas sobretudo por um pigmento chamado melanina, que dá a cor marrom para a nossa pele, e seu manchas peleestimulo depende da radiação ultravioleta proveniente do sol. Tanto a UVB quanto a UVA podem causar manchas de envelhecimento”, explica o dermatologista dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. “Outro tipo de mancha bastante conhecido é o melasma, ou as manchas da gestação por serem mais comuns nesse período. Essas manchas que acometem malar, testa e buço, também pioram por conta do calor (infravermelho), por isso muitas mulheres que vão para a praia com protetor, mesmo assim sentem que a mancha piora”, explica.

De acordo com o dermatologista, uma pele com manchas já sofreu algum grau de fotoenvelhecimento e esse dano crônico, que resultou nas manchas, é cumulativo e progressivo. “Novas manchas podem surgir por conta do sol tomado há muitos anos, e por causa disso, novas lesões podem aparecer na mesma região tratada. Se a pessoa continua tomando muito sol, o problema se agrava”, explica o dermatologista. Por conta disso, o protetor solar deve ser usado o ano todo. “Explico aos pacientes que as radiações UVA e UVB estão presentes na atmosfera e podem causar fotoenvelhecimento, sobretudo a UVA que ultrapassa vidros e janelas e pode causar manchas e acelerar o envelhecimento”, alerta.

Como evitar – “Então, essa dica é para quem dirige ou trabalha ou fica próximo a janelas com muita iluminação natural: o protetor deve ser usado a cada duas horas se estiver diretamente exposto ao sol, ou duas vezes ao dia se não. Fatores de no mínimo 30 devem ser usados. Quando expostos ao sol, recomendo dobrar o FPS, principalmente para as peles claras, então FPS 60, pois temos a tendência a passar menos protetor do que precisamos”, recomenda o dermatologista. “Esse protetor pode vir acompanhado de vitamina C estabilizada, porque hoje sabemos que esse ativo potencializa a ação do protetor solar, e de antioxidantes importantes como Alistin e protetores contra o calor como OTZ 10. O uso de nutracêuticos que tenham papel protetor contra a radiação UV tem um resultado muito interessante, principalmente Picnogenol, Polipodium Leucotomos, Glycoxil e Bio-Arct, que diminuem o impacto da radiação UV na pele por sua ação antioxidante”, explica.

Consulta – O médico explica que uma mancha pode ser sintoma de uma lesão pré-maligna para câncer de pele, por isso é importante sempre que as manchas sejam analisadas por um dermatologista antes de qualquer tratamento. “Se houver alguma dúvida se a mancha pode ser maligna, o dermatologista poderá fazer exames auxiliares, como a dermatoscopia, para tirar essa dúvida. Lasers não podem ser aplicados em lesões malignas, isso apresenta um risco muito grande”, explica.

Como tratar — Com relação a procedimentos para manchas, algumas novidades prometem tratar as manchas em poucas sessões:

Vektra Deep – Unindo tecnologias consagradas – e em novas versões – o protocolo une duas tecnologias da Plataforma Solon: o novo laser Vektra QS Microtarget e a radiofrequência microagulhada Eletroderme Microtarget. Segundo o dermatologista Dr. Abdo Salomão, membro da SBD, o laser Vektra QS Microtarget hoje está muito mais potente, pois trabalha com dois lasers na mesma ponteira: enquanto um dispositivo gera a energia do laser, o outro multiplica sua potência. “O laser age no melanócito (células produtoras de melanina) impedindo a célula de liberar o pigmento para as células mais superficiais. É como se o melanócito guardasse o pigmento para ele, por isso acaba clareando. Além disso, nas manchas já instaladas, o laser fragmenta o pigmento em partículas muito pequenas, o que facilita a eliminação pelo organismo. Na mesma sessão, pode ser feita a radiofrequência microagulhada que agora apresenta a tecnologia de sucção para diminuir o nível de dor. O protocolo clareia manchas solares e do melasma, e ainda melhora sinais do envelhecimento e cicatrizes de acne”, afirma o dermatologista dr. Abdo Salomão. Vektra Deep é feito em 3 sessões com intervalo mensal entre elas.

Picoway – Avanço em lasers por ser ultrarrápido (com pulsos em picosegundos), assegurando procedimentos com menos sessões, menor intervalo entre elas, além de conferir mais segurança (menos dor) ao paciente, Picoway clareia manchas e olheiras, sendo um importante procedimento para controle do melasma. “Ao entrar em contato com o cromóforo (pigmento), o laser fragmenta essa cor, que é então absorvida pelo organismo. Nos tratamentos de manchas, como atua apenas no alvo (o pigmento), o procedimento é mais suave, por isso não tem downtime (tempo de recuperação) e o paciente pode voltar imediatamente às atividades normais após a sessão”, explica o dr. Jardis. O laser de pulsos em picosegundo Picoway causa uma microfragmentação do alvo (pigmento), ou seja, o alvo é espatifado em pedaços muito menores, o que facilita ao organismo eliminar e provoca menos efeito colateral. São indicados de 4 a 6 sessões, com intervalo de três semanas.  

Lumina XT – Novo procedimento do SPECTRA XT (versão mais nova do renomado SPECTRA) que trata as manchas, com a vantagem de promover uma melhora global da pele, inclusive atuando contra olheiras e poros dilatados. O tratamento libera três vezes mais energia que o anterior, clareando olheiras e manchas, fechando os poros e melhorando a textura da pele. Esse upgrade promove maior estímulo de colágeno, atuando de forma global no rejuvenescimento, de maneira eficaz e ainda mais segura. “O equipamento emite lasers em nano que são absorvidos pelas células que produzem o pigmento. Dessa forma, ocorre o clareamento. Ao mesmo tempo, o comprimento de onda 1064nm que trabalha também em microssegundos causa um dano na estrutura do colágeno com efeito de indução térmica que promove o fechamento dos poros e melhora a textura”, explica a dermatologista dra. Thais Pepe. O protocolo compreende apenas seis sessões rápidas e indolores realizadas a cada quinze dias.

Edição 236

Setembro 2018

Confira as edições anteriores

© Jornal Mexa-se 2013 todos os direitos reservados.

io! Comunica