Saúde

Terapia Ortomolecular: por que se preocupar com o sobrepeso e com a obesidade?

Comentário(s) 27 agosto 2016

 alimentacao saudavel

A epidemia de obesidade no Bra­sil é um fator preocupante, pois só os adultos já atingem uma ta­xa variável de 21,6% a 29,8% da popula­ção. Se incluirmos os adolescentes e crian­ças a taxa aumentará consideravelmente. O que tem crescido é a obesidade abdomi­nal, representada pela distribuição da gor­dura corporal tipo androide, mais conhe­cida como o corpo em formato de maçã, e que é um dos principais aspectos da sín­drome metabólica.

Síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de fatores de riscos cardiovas­culares, que pode levar à morte e está rela­cionada à deposição da gordura e resistência insulínica. O surgimento da síndrome metá­bolica está associado à existência de sobre­peso, obesidade, hipertensão, estresse, coles­terol alto, HDL baixo, LDL alto, triglicérides alto, obesidade visceral, alimentação ruim, tabagismo, falta de atividade física e predis­posição genética.

Muito se fala em resistência insulínica. Sa­be-se que a insulina é o hormônio responsá­vel por retirar a glicose do sangue e levá-la às células, e também é responsável por ou­tras ações, incluindo o metabolismo das gor­duras. A resistência insulínica é a dificuldade que o hormônio insulina encontra em exer­cer a sua função e geralmente vem acompa­nhado pela obesidade.

O programa de tratamento para síndrome metabólica na Terapia Ortomolecular tem primeiramente um caráter preventivo, es­timulando a mudança de hábitos alimenta­res com a inclusão de nutrientes saudáveis, além de tratar as deficiências ou o excesso de substâncias que geram alguns desequilí­brios corporais. O tratamento ortomolecu­lar utiliza em seus programas uma suple­mentação com ômega 3, ômega 6, vitamina K, cromo, vanádio, fitoterápicos, vitaminas E e C, aminoácidos e programas alimenta­res com ajustes individualizados.

Segundo o critério brasileiro, a síndrome metabólica ocorre quando encontramos pre­sentes três dos cinco critérios: obesidade ab­dominal (circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem); hi­pertensão arterial maior que 130/85 mm hg; glicemia alterada (110 mg/dl ou diabético), triglicerídeos maior que 150 mg; colesterol HDL menor que 40 mg em homens e menor que 50 mg em mulheres.

Se você se encaixa na população de risco, identificou-se com algum desequilíbrio ou está com sobrepeso ou obeso, procure aju­da, utilize uma suplementação natural e não espere o aparecimento de outras complica­ções que possam levar ao desenvolvimento da síndrome metabólica. Uma mudança nos hábitos alimentares, um programa alimentar antioxidante e uma suplementação natural vão contribuir para a perda de peso, vão ini­bir a ação dos radicais livres, vão diminuir a inflamação e reduzir sensivelmente o risco para o desenvolvimento de síndrome meta­bólica. Cuide dos seus bens mais preciosos: sua saúde e seu bem-estar.

Artigo de Íria Melleiro Abbas (CRT 31673), terapeuta ortomolecular e bacharel Biologia Médica – Unesp. Saiba mais: 11-4521-6307

Edição 224

Setembro 2017

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