Saúde

Tire suas dúvidas sobre a medicina nuclear

Comentário(s) 21 setembro 2017

Pouca gente conhece a medicina nuclear, mas essa especialidade médica é muito importante para o diagnóstico e o tratamento de doenças como o câncer, problemas cardíacos e neurológicos, entre outros. Mas ela ainda é cercada de mitos.

medicina nuclear“Muitas pessoas temem a medicina nuclear pela associação com a radioatividade, mas esta é uma especialidade que utiliza material radioativo em baixíssimas quantidades para a detecção de alterações das funções do organismo acometidos por alguma enfermidade e para o tratamento”, afirma o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho, responsável clínico da DIMEN SP (www.dimen.com.br).

Como ela funciona?

A medicina nuclear analisa a anatomia dos órgãos e também seu funcionamento em tempo real, permitindo diagnósticos e tratamentos mais precoces e precisos para doenças como cânceres, problemas do coração e problemas neurológicos, entre outras. A especialidade utiliza radiofármacos em quantidades mínimas que, aliados a equipamentos de alta tecnologia, permitem a detecção antecipada destas doenças. Entre os exames mais conhecidos estão a cintilografia e o PET/CT.

Para ajudar a tirar as dúvidas sobre a medicina nuclear e sua atuação, o especialista listou alguns mitos e verdades;

1- Após realizar um exame ou fazer uma terapia com radiofármacos, a pessoa fica em risco

MITO. Os radiofármacos são facilmente liberados pelo próprio organismo e as dosagens são de baixa quantidade e frequência (com dose única ou poucas doses), portanto, não apresentam nenhum risco para o paciente ou acompanhante.

2- A medicina nuclear pode diagnosticar câncer de próstata mesmo antes das alterações e sintomas

VERDADE. A combinação PET/CT com PSMA, exame altamente específico para detectar precocemente metástase provocada pelo câncer de próstata, permite que a condição seja diagnosticada antes mesmo de provocar alterações anatômicas ou em casos de lesões com níveis baixos de PSA (antígeno prostático específico usado para detecção de câncer de próstata em homens assintomáticos). Estruturas com aspecto normal, mas acometidas pela doença, também podem ser identificadas durante o exame.

3- Radiologia e medicina nuclear são a mesma especialidade

MITO. A radiologia permite o diagnóstico por imagem por meio de exames, como o Raio X, ultrasom e a ressonância magnética. Já a medicina nuclear é uma especialidade que utiliza pequenas quantidades de medicamentos radioativos para a realização de exames cintilográficos, que permitem uma visão ampla do organismo e suas alterações. Ela conta com equipamentos de alta tecnologia, como o PET/CT – capaz de realizar um mapeamento metabólico do corpo e captar imagens anatômicas de altíssima resolução, com reconstrução tridimensional, localizando com exatidão nódulos, lesões tumorais e inúmeras outras condições clínicas. Outro equipamento é o SPECT/CT – tecnologia de diagnóstico mais rápida, precisa e com menos radiação, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilografia, permitindo um procedimento mais preciso e menos invasivo.

4- A medicina nuclear permite tratamento localizado da doença

VERDADE. As tecnologias disponíveis na especialidade permitem diagnosticar com rapidez e exatidão diversas doenças, o que aumenta as chances de um tratamento localizado – diretamente no foco da doença – diminuindo os efeitos colaterais e possibilitando o aumento das chances de cura. Essas tecnologias também permitem avaliar a resposta ao tratamento e mudar a conduta, se necessário.

5- Os planos de saúde não cobrem os procedimentos realizados com medicina nuclear

MITO. Pela especialidade ainda não ser muito conhecida no país, alguns usuários acabam deduzindo que seus planos de saúde não realizam a cobertura de exames e tratamentos com medicina nuclear, porém os procedimentos da atividade estão no ROL da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, e são cobertos pelos convênios médicos.

 

Edição 224

Setembro 2017

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