Esportes

Treinamento em excesso pode levar a problemas cardíacos

Comentário(s) 22 agosto 2016

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Os jogo olímpicos podem motivar muitas pessoas a começar a praticar esportes. Para os que já fazem atividade física constante, esta época pode ser um momento para conhecer novas modalidades e dar ainda mais motivação para os treinamentos atuais. É nesse momento que pode haver preocupações com os excessos – chamado de overtraining -, um estado físico que acontece sempre que a quantidade e intensidade de treinos de uma pessoa excedem sua capacidade de recuperação.

A quantidade elevada de cargas pode evoluir ainda para a Síndrome de Excesso de Treinamento (SET), uma alteração cardíaca com diversos sinais e sintomas.  Os primeiros indícios podem surgir ainda durante os treinamentos, com a diminuição de desempenho: a pessoa começa a fazer os percursos em mais tempo ou levantar menos peso do que de costume, por exemplo. Ou ainda, ele tem a percepção corporal de que está aumentando a carga, mas tudo continua como antes. Ou seja, a realização das atividades que antes era comum, passa a ser mais difícil. Na SET, os batimentos cardíacos podem se manter elevados, mesmo quando estiver em repouso, além de apresentar insônia, irritabilidade, crescimento anormal do coração e cansaço exagerado.

Para o dr. Mauricio Fadel, ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, é importante ficar atento quando o cansaço começa a aparecer com mais frequência. “São sinais de alerta do corpo dizendo que está precisando de descanso”, observa.

Além disso, as dores musculares que costumam surgir após os treinos são normais quando duram cerca de dois a três dias após as atividades. Tudo que se assemelha a dor acima disso pode ser indício de excessos de treinamentos. Perda de peso, quando este não é o foco do treino, e diminuição de concentração também são sinais de alerta.

Ao se enquadrar em alguma das situações acima, o paciente está treinando mais do que o tempo necessário de descanso. Para evitar isso, a primeira atitude é desacelerar.  “O ideal é ficar, pelo menos, uma semana sem treinar”, orienta Fadel. O segundo passo é fazer uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas, minerais, carboidratos de absorção lenta e proteínas. Frutas, legumes e cereais integrais deverão também fazer parte do seu cotidiano. Evite as gorduras saturadas, trans e o consumo de bebidas alcoólicas.

Edição 224

Setembro 2017

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