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Tudo está bem agora!

Comentário(s) 01 fevereiro 2017

Marcelo Hindi

Marcelo Hindi

Dia desses, ao conversar com um amigo, con­sideramos uma expres­são que é bem conheci­da: “No fim, tudo dá cer­to. Se não deu certo ain­da, é porque não che­gou ao final.” Conside­rei a utilidade de con­versar com você, que­rida alma amiga, sobre o que é “dar certo” e so­bre o que é “final”.

Quando partimos de uma definição bem pen­sada sobre nossas me­tas, projetamos nos­sos anseios e desejos do momento, em busca da realização de um estado que, no futuro, serve de promessa de satisfação do desejo de prazer ou mesmo da satisfação da redução de nossos sofrimen­tos. Uma meta encerra um condicionamen­to, uma expectativa.

A meta está condicionada à nossa zona de conforto, que informa o que pode ser conve­niente para nós, e a expectativa é aquela ex­pressão do desejo que contém em si a pro­messa de nossa satisfação futura.

Quanto ao final, assim como toda causa tem seu efeito e todo efeito se torna causa nova­mente, todo final torna-se um novo começo, se encararmos um dado momento como fi­nal. Então, o fim só existe enquanto fim de uma impressão que temos da nossa realida­de (que envolve relações, experiências, re­presentações do que capturamos com nos­sos sentidos físicos ou mesmo além dos fí­sicos), já que esse fim marca um começo ou recomeço.

Projetamos o que é “dar certo” algo sem considerar que esse certo representa um de­sejo de satisfação de nossas conveniências, e, por isso mesmo, caso não cheguemos a um resultado que se assemelhe com nossa projeção de resultados, tendemos a rejeitar os fatos como se apresen­tam. “Deu errado”, mui­tas vezes, com o fluir de nossas vidas, revela-se terreno fértil para um “dar certo” que nem ha­víamos cogitado.

Você já viveu algo as­sim? Um momento en­tendido como desas­troso, ruim, que com o fluir das águas da vi­da, revelou-se o início de algo muito bom? E o contrário: você já ex­perienciou alguma rea­lidade, entendida como boa, mas que com o tempo revelou-se infru­tífera ou até contraproducente?

Essa breve reflexão tem um propósito: es­timular você a considerar que o momento que você está vivendo – caso você o conside­re ruim – pode, ao “final”, ser o contexto de grandes oportunidades. Nesse caso, indepen­dentemente de ser bom ou ruim o momento – de contentamento ou de insatisfação – expe­rimente pensar que tudo já deu certo.

Portanto, levante a cabeça – quer esteja em uma aparente calmaria, ou tormenta – e preste atenção em você! Perceba-se no ago­ra, e redescubra sua tranquilidade de modo incondicionado, pois ela está disponível pa­ra você tanto na calmaria quanto na tormen­ta. E jamais, jamais se entregue, se abando­ne. Jamais!

Tudo dá certo, principalmente quando o certo é nossa serenidade, nossa realização existencial, nosso reconhecimento de nosso potencial. Liberte-se das condições: assim você experimentará uma vida plena.

Artigo do psicoterapeuta holístico e psicanalista Marcelo Hindi. Contatos: 11-98302-2001, marcelo.hindi@gmail.com

Edição 224

Setembro 2017

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