Saúde

Vacinas x erradicação de doenças

Comentário(s) 09 junho 2016

Neste dia 9 de junho, Dia Nacional da Imunização, vale lembrar que as pessoas vacinadas têm menos riscos de adoecer e tem garantida a sua qualidade de vida, e os infectologistas defendem o uso das vacinas para erradicar doenças.

Erradicar doenças que podem ser prevenidas por meio de vacinas, é o principal objetivo da política de imunização do país. Na lista das diversas doenças que podem ser evitadas estão as gripes (influenzas, H1N1), caxumba, rubéola, tuberculose, pneumonia, meningites, sarampo, hepatites, entre outras. Como prova da eficiência da vacinação, o Brasil e o mundo viram a erradicação da varíola. Em 1994, o Brasil e os demais países da Américas, receberam o Certificado que a poliomielite foi eliminada do continente.

“O que aconteceu com essas duas doenças é a nossa meta para as demais doenças que podem ser prevenidas por meio de vacinas: a erradicação. Se as campanhas de vacinação tiverem o auxílio da população, bem como os calendários forem seguidos em todas as idades, o controle das doenças será atingido. Para a erradicação ocorrer, o esforço tem que ser mundial”, afirma a coordenadora do Comitê Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Lessandra Michelin.

A infectologista explica que em alguns países a poliomielite ainda é transmitida. Por isto, as crianças continuam a ser vacinadas contra a pólio. Segundo ela, hoje as doenças chegam rapidamente de avião a todos os lugares, e se a pessoa não estiver imunizada pode pegar uma doença em outro país. “Além disso, ao voltar poderá transmitir para pessoas não vacinadas ou com deficiência imunológica na sua comunidade”, ressalta.

Sim para a vacina
Apesar de as vacinas terem sido aperfeiçoadas e serem seguras, há movimentos que pregam a não vacinação. Deixar de imunizar crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos pode colocar toda a população em risco de surtos e epidemias. “As correntes antivacinas têm como fundamento de argumentação o medo, o desconhecimento, situações políticas ou religiosas. Raramente apresentam argumentos científicos robustos para tais objeções à aplicação de vacinas”, afirma Michelin. “Quem luta contra vacina não tem contato com milhares de pessoas que nos procuram em hospitais e clínicas com doenças graves que poderiam ter sido prevenidas, com pacientes que morrem por não terem tido a chance de evitar a doença.”

Segundo a infectologista, isto está sendo visto em comunidades americanas e europeias em que os pais não vacinaram seus filhos contra o sarampo, ou não completaram as duas doses recomendadas. Estamos vivendo no mesmo Brasil em relação à caxumba”, disse. Ela lembra que os reforços de vacina devem ser feitos para se manter a proteção na população, como no caso do tétano.

Segundo Michelin, por isto é tão importante a adesão ao calendário vacinal e às campanhas nacionais. “Lembramos que cada vacina tem sua recomendação de doses que devem ser seguidas para estarmos realmente protegidos contra doenças imunopreviníveis”, alerta.

A infectologista explica que, devido a baixa adesão a campanhas de vacinação e aos calendários regulares, ainda hoje há casos de sarampo, rubéola, varicela, caxumba, gripe e HPV. “O que é uma pena, pois a vacina para a faixa etária de maior risco é gratuita, explica”.

Calendário
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de doses de vacinas e soros, por ano, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação, que inclui orientação para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Há também as vacinas especiais de acordo com fatores de risco, como doenças associadas, exposições ocupacionais e viagens, como a febre amarela, por exemplo.

Todas as vacinas recomendadas no calendário nacional e específicas para as diversas faixas etárias são imprescindíveis, pois foram selecionadas devido a sua importância para proteger a população contra as doenças.

Conheça o calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde no endereço http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/13600-calendario-nacional-de-vacinacao

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