Saúde

Ventosaterapia: a eficiente técnica milenar

Comentário(s) 08 novembro 2016

Gabriela Gomes

Gabriela Gomes

Se você assistiu à Olimpíada do Rio, deve ter notado al­go curioso no corpo de alguns atletas, principal­mente do recordista olím­pico Michael Phelps: man­chas rochas circulares es­palhadas pelo seu corpo. Esses círculos são resul­tado de uma prática co­nhecida como Ventosa­terapia, uma técnica mi­lenar de medicina alternativa que empre­ga ventosas.

Ao contrário do que se imagina, essa téc­nica não machuca, não agride a pele e é alta­mente benéfica ao nosso organismo. Atletas utilizam essa terapia como uma forma de re­cuperação muscular, para tratamento de do­res e também na prevenção de lesões.

A Ventosaterapia é uma técnica de cura muito antiga da Medicina Tradicional Chi­nesa, que foi utilizada por muitas culturas, porém, pouco conhecida no Ocidente, prin­cipalmente no Brasil, devido à tradição da medicina convencional.

Existem basicamente duas modalidades de Ventosaterapia: quente e fria. Na quente são aplicados copos de vidros aquecidos com fogo para que o oxigênio no interior dos mesmos seja consumido, gerando um vácuo dentro dos copos, o que permite que estes fiquem literal­mente grudados ao corpo do paciente. Já na Vento­saterapia fria são utiliza­das ventosas de acrílico sobre o corpo do paciente, de forma mecânica.

Basicamente essa técni­ca consiste em criar uma força de sucção na pele, ativando a circulação san­guínea e promovendo a limpeza do sangue. Desse modo, a pressão exercida pelas ventosas deixa as marcas vermelhas so­bre a pele, provocadas pelo sangue que está sendo puxado para a superfície e pela ruptura de pequenos vasos sanguíneos. Essas marcas desaparecem entre três e quatro dias.

Apesar de ser uma técnica muito aprecia­da por alguns atletas, ela também pode ser realizada em pessoas comuns que sofrem com dores, além dos esportistas amadores. As principais indicações para o uso dessa técnica são: desintoxicar o organismo; lom­balgias; tratamentos para dores musculares; dores abdominais; cefaleia; problemas diges­tivos; hipertensão arterial, nervosismo, ten­são, estresse, depressão e ansiedade..

Artigo de Gabriela Gomes, terapeuta complementar (CRTH – BR 1740), bióloga e doutoranda em Ecologia.
Contatos: 11-97800-7149, gabrielagomestn@gmail.com

Edição 224

Setembro 2017

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