Saúde

Você sabe o que é metanoia?

Comentário(s) 28 abril 2018

Metanoia é um termo utilizado pela psicologia junguiana que significa quebrar (meta) padrões (noia), ou seja, mudança. Trata-se de um sentimento urgente de rever a vida e que ocorre por vol­ta dos 40 anos de idade podendo, também, coincidir com a saída dos filhos de casa.

Trata-se de uma crise existencial na qual os valores pessoais e sociais são colocados em xeque e que afeta não somente a pessoa em si, mas, também, o seu entorno. É um voltar-se para si. Os valores sociais co­meçam a ser deixados de lado para que os valores pessoais emer­jam. É a individuação (não confundir com individu­alismo).

É o momento em que se faz perguntas como: o que eu fiz de minha vida? O que eu te­nho, o que eu sou, o que me deixa feliz? Estou satisfeito (a) comi­go mesmo (a)? O que eu fiz para mim e para os outros teve algum valor? O que se­rá de minha vida daqui para frente?

Essas indagações podem levar a grandes mudanças na vida de uma pessoa, como: buscar por um novo emprego em que se sinta mais realizado (a), estudar ou voltar a estudar algo que sempre quis, ir em bus­ca de um sonho ou desejo deixado lá atrás com a chegada dos filhos ou com o casamen­to, sair de um relacionamento no qual não se veja mais sentido ou sentimento, buscar desafios. Volta-se para valores mais eleva­dos e de caráter universal. A pessoa se es­piritualiza (um início de preparação para a morte?) como um ato de desapego do so­cial/concreto para um encontro com o in­dividual/espiritual.

Muitas pessoas passam por esse período sem o perceber. Outras, no entanto, sentem uma insatisfação, um mal-estar sem expli­cação e nada do que vem de “fora” traz um alívio adequado. Uma parte dessas pessoas viverá com esse incômodo e se adaptará a ele. Outras não suportarão o desejo imperio­so de ir em busca de si e, de sorte, procura­rão um processo psicoterapêutico onde po­derão lidar de forma adequada com sua cri­se existencial.

O processo terapêutico que aqui se colo­ca é diferenciado do que ocorre em outros estágios da vida, pois as pessoas já “não podem mais se ocu­par do passado” – ele já se foi. Daí, o caminho a seguir é o “a frente”, “adiante”.

Que se dê se a es­se processo terapêu­tico o nome de psicaná­lise, de análise ou de te­rapia, não importa. O que im­porta é: a quem entregar o “cuidado de mim” nessa que, talvez, seja a última oportunida­de de ser eu mesmo (a)?

Minha sugestão: procure um profissional com formação adequada em psicologia, que é a “ciência da mente e do espírito” e que en­globa os processos citados acima. Para se ter certeza da formação em psicologia e do exer­cício legal da profissão pelo (a) psicoterapeu­ta, basta acessar o site do Conselho Regional de Psicologia (www.crpsp.org) e, pelo nome, verificar se ele (a) tem seu registro ativo, ou seja, se seu nome consta no cadastro do CRP. E, então, SIGA EM FRENTE!

Por José Antonio de Oliveira (CRP. 06/55.774-5), psicólogo junguiano, acupunturista e terapeuta sexual. Contatos: 11-95558-1848, www.saudepsi.com.br

Edição 235

Agosto 2018

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