Jornal Mexa-se

29 de maio 2019 às 13:18

Socorro, meu filho foi diagnosticado!

Saúde

29 de maio 2019

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Socorro, meu filho foi diagnosticado!

vanessa sardiscoO diagnóstico muda tudo. Pode ser. Tudo depende do ponto de vista de cada pessoa, famí­lia, e até escola envolvida. É evidente que existe uma preocupação ao ver seu fi­lho com dificuldades e limi­tações. Entretanto, nota-se que a preocupação e ansie­dade de encontrar soluções para tais problemas podem estar além do que é neces­sário. O que pode acontecer é a preocupa­ção impedir de olhar outras características também importantes.


É valido afirmar que, independentemente das suas condições, as pessoas são diferentes umas das outras, tendo suas próprias indivi­dualidades, dificuldades e potencialidades. É importante ressaltar também que as indivi­dualidades e diferenças de cada pessoa estão no ritmo de aprendizagem, desenvolvimento, amadurecimento e superação de cada uma. Is­so faz com que cada pessoa seja essencial e im­portante para contribuir na sociedade.


Afinal, se todos fossem iguais, como acon­teceriam as aprendizagens e as trocas de ex­periências? As diferenças são importantes para a pessoa ser crítica e reflexiva e apren­der com o outro o que talvez fosse uma difi­culdade para si. Com isso, fica certo que é preciso conside­rar as potencialidades antes das dificuldades.


Sei que é di­fícil, já que é comum enxer­gar as dificuldades e centra­lizar nelas para encontrar as melhores superações. Mas quando se acredita nas su­as potencialidades, a pessoa terá mais confiança em si e terá mais coragem e deter­minação para enfrentar suas dificuldades. Consequente­mente, conseguirá alcançar seus objetivos e conquistar o que deseja. O importante é não deixar o diagnóstico ro­tular a pessoa ao ponto dela ser considerada apenas pelas suas dificuldades.


Assim, cabe às pessoas aceitarem como são e entender que, independentemente da dificuldade, toda pes­soa tem capacidade de pensar, sentir, aprender e, inclusive, comunicar-se com outros. Portanto, se houver mais aceitação, respei­to e empatia com o outro, diagnosticar não vai ser um classificador, mas será apenas mais uma característica individual.


Por Vanessa Sardisco,  psicóloga, especialista em educação inclusiva com fluência em libras. Realiza psicoterapia individual e familiar. Autora do livro “E a Borboleta voou”. Contatos: (11) 98200-9577, facebook/psicovanessasardisco, www.vanessasardisco.com.brpsicologa@vanessasardisco.com.br