Jornal Mexa-se

28 de fevereiro 2020 às 16:00

Musculação na adolescência

Esportes

28 de fevereiro 2020

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Musculação na adolescência

Os exercícios mais eficientes na melhora das aptidões físicas e para a promoção de saúde são os mais intensos, que também são os menos seguros por sobrecarregar as articulações, podendo até provocar lesões, como os jogos com bola, as lutas e atividades aeróbias, como a corrida, a natação e o ciclismo.


A musculação, que tem sido objeto de estudos multidisciplinares nos últimos anos, tem a vantagem de associar dois aspectos importantes: eficiência, justificada pelo número grande de recrutamento de fibras musculares, e segurança, porque as sobrecargas podem ser controladas pela manipulação de fatores como posição do corpo, velocidade, cargas e amplitudes, além do volume de treino.


Na adolescência, as atividades com bolas, jogos e lutas são mais atrativas por serem mais dinâmicas e, na grande maioria dos casos, envolver momentos de competições em grupos. Mas a musculação pode ser uma grande aliada no programa de exercícios semanais do adolescente. Ela promove aumento de força, potência e resistência, equilíbrio de forças nas articulações, prevenção de lesões esportivas, melhor desempenho esportivo, melhora da composição corporal além de ser a profilaxia ideal da osteoporose.


Não existem evidências de prejuízo ao crescimento estatural na musculação, mas alguns cuidados são fundamentais para evitar lesões. As principais orientações aos profissionais que vão acompanhar a prática dos adolescentes são, essencialmente, não utilizar cargas elevadas (menos de 6 repetições) ou praticar levantamento de peso competitivo entre 15 e 16 anos, idade de maturação.


A recomendação é treinar de 2 a 3 vezes por semana, com duração de 20 a 30 minutos por sessão, e evitar iniciar um programa de musculação antes dos 8 anos, justificado inclusive pela falta de projetos de equipamentos ideais de musculação para essa faixa etária.


A orientação de um profissional de Educação Física é de extrema importância para a segurança e melhor acompanhamento de crianças e adolescentes em um programa de musculação.


 


Por Sandra Nunes de Jesus,  formada em Educação Física e Pedagogia; especialista em fisiologia do treinamento resistido na saúde, na doença e no envelhecimento pela FMUSP, e coordenadora técnica do Instituto Biodelta, instituição dedicada às aplicações, ensino e pesquisa do treinamento resistido.