Jornal Mexa-se

10 de março 2020 às 07:00

Aprendendo com as diferenças

Saúde

10 de março 2020

CompartilharCompartilhar

Aprendendo com as diferenças

Qual é a escola e educação ideais? Muitos pais e educadores me perguntam isso. É uma pergunta difícil de responder, pois ainda são assuntos que precisam de mais moderação e reflexões.


Para começar esse assunto, eu costumo falar sobre empatia. Quando se aborda esse tema, logo se pensa sobre se colocar no lugar do outro para entendê-lo. De fato, isso é preciso. Além disso, ser empático é ter compreensão do outro a partir das necessidades e condições de cada um. Isto é, querer entender e ajudar a pessoa sem julgamentos e comparações, aceitando a pessoa como ela realmente é.


Assim, a empatia tem sentido quando se fala em uma educação agradável e acolhedora, pois o educador precisa de empatia para compreender o aluno e a aprendizagem acontecer. Vejo que ainda é difícil essa situação, já que existem muitos alunos em sala de aula e muitas preocupações com os alunos em atingir o objetivo da escola, educador e pais.


A meu ver, as comparações e o desejo de ultrapassar o outro passam a ser a prioridades, já que é preciso notas e avaliações iguais para todos para conseguir uma melhor posição em seus objetivos. A partir disso, fico me perguntando se a educação e os estudantes estão sendo empáticos...


Com essa reflexão eu afirmo que cada pessoa tem suas individualidades, dificuldades e potencialidades. Todos são diferentes e têm suas necessidades. Também, cada pessoa tem o potencial de aprender, um podendo ensinar o outro o que for uma dificuldade para si.


Como a diferença existe em todos, os ritmos de aprendizagem também é diferente, uma vez que, para um estudante uma explicação faz mais sentido do que para o outro estudante, precisando mais explicações para que ambos consigam compreender o que está sendo ensinado. Assim, vale ressaltar que o professor também aprende com os alunos quando ele tem empatia em compreender e aceitar as individualidades de cada aluno.


Fica minha dica de formarmos e educarmos pessoas empáticas e autônomas das suas escolhas, atitudes e aprendizagens. Sendo uma aprendizagem centrada no estudante, nas suas individualidades e potenciais, e não nas suas dificuldades e rotulações.


Afinal, o que queremos para o futuro?


Por Vanessa Sardisco, psicóloga, especialista em educação inclusiva com fluência em libras. Realiza psicoterapia individual e familiar. Autora do livro “E a Borboleta voou”. Contatos: facebook/psicovanessasardisco, (11) 98200-9577, www.vanessasardisco.com.brr, psicologa@vanessasardisco.com.br