Jornal Mexa-se

24 de março 2020 às 11:12

Fotoproteção é necessária também na quarentena, em ambientes fechados

Saúde

24 de março 2020

CompartilharCompartilhar

Fotoproteção é necessária também na quarentena, em ambientes fechados

Já é de conhecimento geral que a fotoproteção diária é fundamental durante o verão. Porém, o fim da estação e da temporada de férias não significa que devemos descuidar da proteção solar. Aliás, mesmo com as recomendações de isolamento social por conta do novo Coronavírus, dentro de casa é necessário usar protetor solar. “Não importa se você vai passar o dia em casa ou no escritório, não se esqueça de aplicar o protetor solar. Isso por que, além da radiação UVA atravessar vidros e janelas, a luz visível, emitida por dispositivos eletrônicos, também pode causar danos à pele”, explica a dra. Paola Pomerantzeff, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Segundo a médica, importante fazer um ritual diário de cuidado e proteção, realizando a higienização primeiramente da mão, depois da pele do rosto, aplicando um tônico, um antioxidante e finalizando com a proteção solar. Mas, é importante ressaltar que, para quem tem tendência a melasma ou tem uma pele mais reativa e sensível, o uso de um filtro solar com cor é importante, pois é um fator que agrega na defesa e proteção da pele, principalmente, contra a luz visível. "Para aqueles que não gostam do fotoprotetor com cor, uma dica interessante é aplicar o filtro solar sem cor e, por cima, a maquiagem”, acrescenta a dra. Paola.


Então, para evitar queimaduras, câncer de pele e o envelhecimento precoce, é preciso atentar-se à fotoproteção em todos os dias do ano, o que pode ser feito através das dicas que a dra. Paola cita abaixo. Confira:


Escolha o filtro solar correto: De acordo com a dermatologista, para proteger a pele dos raios nocivos do sol, o protetor solar deve oferecer, no mínimo, FPS 30, proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água. “Além disso, é interessante procurar por produtos formulados com antioxidantes específicos, que diminuem os danos provenientes da radiação solar, e adequados para o tipo e necessidades de sua pele”, recomenda. “Por exemplo, quem possui a pele oleosa deve optar por produtos em gel e sérum, enquanto fotoprotetores em loção e creme são mais indicados para peles secas. Já em peles sensíveis, o ideal é evitar produtos com ativos de potencial alergênico, como fragrância, PABA, parabenos ou oxibenzona. No caso das crianças, o protetor solar deve ser mais específico, sendo isento de proteção química e com ativos que oferecem apenas proteção física, com óxido de zinco e dióxido de titânio.”


Utilize diferentes produtos em áreas do corpo distintas: A pele do rosto tem lubrificação e características diferentes do restante do corpo, além de ser mais fina. Por isso, nada de passar protetor solar corporal no rosto. Isso por que o protetor solar corporal geralmente possui consistência mais espessa e, quando aplicado no rosto, pode aumentar a produção de oleosidade, favorecendo o entupimento dos poros e o aparecimento de cravos e espinhas. “O ideal então é investir em produtos específicos para o corpo e para o rosto. Vale a pena utilizar também um protetor solar específico para a área dos olhos, já que a pele dessa região é mais delicada”, afirma a médica.


Aplique o fotoprotetor corretamente: O maior erro de quem usa protetor solar costuma ser a quantidade de filtro aplicada. Por isso, o Consenso Brasileiro de Fotoproteção criou, em 2013, a regra da colher de chá, que determina a quantidade correta de filtro para cada parte do corpo. “Rosto, cabeça e pescoço devem receber, cada um, 1 colher de chá de filtro solar. Tronco e costas, duas colheres cada. Braços, 1 colher cada. Já as pernas e coxas, 2 colheres cada uma”, destaca a médica. “Reaplicar o fotoprotetor também é essencial. Independentemente do fator de proteção solar ou de possuir longa duração, o produto deve ser reaplicado a cada duas horas”, finaliza.