Jornal Mexa-se

26 de março 2020 às 06:00

Nova acupuntura craniana de Yamamoto

Saúde

26 de março 2020

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Nova acupuntura craniana de Yamamoto

A Nova Acupuntura Craniana de Yamamoto (YNSA) é semelhante à acupuntura auricular, à reflexologia plantar e à acupuntura naso-facial, já que todas atuam baseadas em somatotopias ou microssistemas. Os pacientes podem ser tratados de desequilíbrios físicos, mentais e energéticos.


A YNSA é uma forma de acupuntura simples e prática, não apresentando nenhum problema para pacientes idosos ou crianças, e não tem contraindicação. Tem efeitos muitas vezes espantosos e rápidos, com alívio de pelo menos 50% das dores ou afecções do corpo já na primeira aplicação. Na prática, pede-se ao paciente para sentar ou deitar em decúbito dorsal, enquanto o terapeuta, com o dedo indicador, apalpa o crânio (cabeça) para localizar o ponto que será agulhado, e o mesmo serve como indicador de diagnósticos e também como pontos de tratamento.


Em geral, escolhe-se o mesmo lado do corpo em relação às queixas do paciente para o tratamento, mas, para ter certeza, faz-se o teste do IG4, que poderá indicar o início do tratamento para o lado oposto. O paciente permanece com as agulhas por volta de 10 a 20 minutos, no máximo.


Uma das grandes vantagens da craniopuntura é que não é necessária a utilização de muitas agulhas; dependendo do caso, apenas uma ou duas já são suficientes para iniciar o tratamento.


São possíveis as combinações com outras formas de acupuntura, com outros métodos naturais, como a homeopatia e florais de Bach, ou com medicamentos convencionais. Uma associação bem sucedida é com a auriculoterapia.


Em casos agudos podem-se repetir as sessões diariamente, chegando-se ao máximo de cinco. Geralmente, uma única sessão semanal é o suficiente para casos não tão agudos.


Em pacientes com ritidectomia (plástica facial) o método funciona, entretanto a fibrose cicatricial torna a picada mais difícil e dolorosa.


Na acupuntura craniana pode-se tratar cefaleia, enxaqueca, nevralgia de trigênio, labirintite, problemas cervicais, tendinite, túnel do carpo, paralisias faciais, lombalgias, ciática, artrose do joelho, dor nas costas, problemas de nariz, lombalgia, lacrimejamento, otite etc. É indicada também para sequelas neurológicas, como: cerebelo, Parkinson, esclerose múltipla, depressão e outros distúrbios psicológicos.


É uma técnica natural, que pode ser associada a outros tratamentos. Fisioterapia, remédios alopáticos, psicoterapia e homeopatia geralmente são beneficiados pela associação com a acupuntura, ocorrendo desde a aceleração e a facilitação de processos terapêuticos até a redução das doses dos remédios utilizados.


Alguns pacientes podem se sentir sonolentos e relaxados depois da sessão. Em certos casos, pode haver a piora dos sintomas, que geralmente é seguida pela melhora da condição do paciente. Pontos muito sensíveis podem se tornar dolorosos se manipulados em excesso, porém a dor resultante tende a melhorar com o passar do tempo.


Por Ana Paula Pugliesi, terapeuta acupunturista (CRT 45412).


Atende na Clínica São Lucas (Rua Anchieta, 679 – piso superior). Contatos: (11) 4522-0497 e 4523-0696.