Jornal Mexa-se

19 de junho 2020 às 07:50

A diferença entre alimentos diet, vegetariano, vegano e orgânico

Geral

19 de junho 2020

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A diferença entre alimentos diet, vegetariano, vegano e orgânico

O setor alimentício é extremamente diverso e nele encontram-se inúmeras categorias de produtos que determinam estilos de alimentação no mundo todo. Entre as terminologias mais conhecidas, encontramos produtos light/diet, fit, naturais, orgânicos, vegetarianos e veganos. Mas afinal esses produtos são saudáveis? É recomendável acrescentá-los à dieta e comê-los sem preocupação sabendo que não há crueldade animal por trás destes produtos?

Em relação aos produtos diet e light, eles marcaram época. Em meados de 2005, a Coca Cola repaginou a versão Diet do refrigerante, e passou a chamá-la de "Coca-Cola Zero". Este foi um dos produtos que instalou a tendência por produtos com menor quantidade de açúcar na composição, sendo uma versão mais saudável, por este aspecto. Desde então, a procura por produtos com menor teor calórico passou a crescer. Mas um produto zero açúcar é tão saudável quanto um vegano?

Na verdade, existem características e diferenças entre eles que precisam ser melhor explicadas. Por isso, aí vai uma legenda prática e simples:

Zero Açúcar: este é um produto que não contém açúcar em sua composição e, por isso, possui baixa caloria. Mas, nem por isso ele é totalmente saudável. Em alguns casos, apesar de não conter açúcar, ele possui uma grande dose de sódio, por exemplo. E, aí, a saudabilidade pode ir toda embora, mesmo sem contar açúcar.

Orgânico: é quando não há utilização de produtos químicos em nenhuma fase de sua produção, do campo à mesa. Mas isso não significa que o produto tenha baixa caloria, por exemplo, ou não tenha nada de origem animal.

Vegetariano: o produto é livre de qualquer tipo de carne em seu preparo ou composição. Um prato com ovo e leite, por exemplo, é vegetariano, ainda que não seja vegano.

Vegano: o produto é livre de qualquer ingrediente de origem animal, inclusive o ovo e o mel. Mas, vale um cuidado: nem sempre ele é saudável - muitas vezes é um produto que, para contrapor a falta do produto animal, apresenta alto índice de sódio, por exemplo.

Além disso, no que diz respeito aos condimentos e temperos, o ketchup, a mostarda e a maionese são comumente encontrados na mesa dos brasileiros. E, hoje, já existem alguns deles com base natural, primando por maior saudabilidade. É o caso da proposta da 100FOODS. Entre a composição dos seus alimentos, a maionese, por exemplo, tem como base o abacate ou ervilha, e o Ketchup é feito com tomates e adoçados com stevia.

O Brasil é considerado o quinto maior mercado do mundo em alimentos e bebidas saudáveis, com crescimento de 20% ao ano. A média global é de 8%. Uma pesquisa feita com 9 mil brasileiros, pelo GFI, mostra que três a cada dez brasileiros já praticam a redução no consumo de produtos com origem animal. E a saúde foi apontada como o principal motivador.

Neste contexto de categorias de alimentos, o fundador e CEO da foodtech, Paulo Ibri, afirma que é necessário o consumidor ter clara consciência da composição do produto antes de comprá-lo, considerando sempre uma alimentação saudável e equilibrada.

"Independentemente da categoria em que o produto se encaixe, seja diet, light, vegano ou vegetariano, é igualmente importante que ele seja saudável. Muitos ainda não sabem distinguir o que é produto orgânico, vegano ou produto saudável e a indústria alimentícia tem se aproveitado desta falta de conhecimento para vender mais", explica Ibri.