Jornal Mexa-se

25 de junho 2020 às 09:00

A importância da atividade física contra o câncer renal

Esportes

25 de junho 2020

CompartilharCompartilhar

A importância da atividade física contra o câncer renal

As neoplasias malignas, mais conhecidas como câncer, têm apresentado crescimento exponencial no mundo. No Brasil, a estimativa é de 625 mil novos casos apenas em 20202. No último dia 18 de junho, foi celebrado o Dia Mundial do Câncer Renal e, embora seja pouco conhecido, está entre os 10 tipos de câncer mais comuns no mundo, com maior prevalência entre homens, cuja idade média de diagnóstico é 64 anos. O câncer renal é um dos que mais cresce em número de casos no mundo, com estimativa de aumento de 22% até o final deste ano, em todo o mundo.

Atividade física como aliada na prevenção
Estudos mostram que ser fisicamente ativo reduz o risco de câncer de rim em até 22% e, mesmo que a pessoa já tenha recebido o diagnóstico da doença, exercícios moderados podem contribuir com até 15% nos resultados do tratamento e reduzir potenciais efeitos causados pelo câncer, como fadiga, ansiedade e depressão, além de melhorar a qualidade de vida.


De acordo com a IKCC, rede internacional independente de organizações de pacientes que se dedica à conscientização sobre o câncer de rim, três em cada quatro pacientes com câncer de rim atualmente não fazem atividade física regularmente. Sabemos o quão benéfico é para a nossa saúde adotar um estilo de vida saudável que inclua a prática regular de atividade física, inclusive como ferramenta de prevenção para algumas doenças, como o câncer renal. "Daí a importância de apoiar campanhas como essa que visam aumentar a conscientização sobre como atividades simples e prazerosas, como caminhar, correr, praticar yoga ou andar de bicicleta, por exemplo, ajudam a promover a melhora do condicionamento físico e o bem-estar e até mesmo reduzir o risco de desenvolver doenças graves", destaca o oncologista Fernando Maluf.


Principais sintomas
Os sintomas mais comuns de câncer de rim incluem sangue na urina, dor lombar de um lado, massa (caroço) na lateral ou na parte inferior das costas, fadiga, perda de apetite, perda de peso, febre e anemia, embora esses sinais possam ser provocados por outras doenças, o que acaba muitas vezes fazendo com que as pessoas não deem tanta atenção aos sinais. Os médicos se utilizam de alguns tipos de exames para diagnosticar o câncer renal, que incluem histórico familiar, exames físicos, exames laboratoriais e de imagem. Quando detectado, cerca de 30% dos casos já se apresentam em estágio avançado, ou seja, o câncer já se encontra em outros órgãos.


Diagnóstico
Todos os anos, 338 mil pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer renal. No Brasil, esse número gira em torno de 6.270 casos. Esse tipo de câncer, geralmente, não apresenta sintomas no início do quadro, mas alguns hábitos podem servir de alerta para uma consulta ao médico, principalmente para os fumantes, que têm o dobro de chances de desenvolver esse tipo de câncer. Começar a fumar na adolescência pode ser um dos fatores associados à morte por câncer de rim na vida adulta e, além do tabagismo, pessoas acima do peso têm maior propensão de desenvolver câncer renal, pois a obesidade pode causar alterações no organismo, favorecendo o aparecimento da doença. Pressão alta também é um fator de risco para câncer renal, mesmo que o indivíduo mantenha o controle com remédios.


Campanha
Para alertar a população sobre os riscos da doença e a importância da prevenção, o Brasil recebeu pelo segundo ano consecutivo a campanha "#FALAI: câncer de rim - precisamos falar sobre atividade física", uma iniciativa do IKCC (International Kidney Cancer Coalition), rede internacional independente de organizações de pacientes com câncer renal que nasceu de um desejo muito forte de interagir, cooperar e compartilhar materiais, conhecimentos e experiências para mudar o cenário da doença. No Brasil, as organizações sociais Instituto Espaço de Vida e o Instituto Oncoguia estão à frente da campanha. Em 2020 este movimento ganhou mais força com a Associação Brasileira de Enfermagem em Oncologia e Onco-Hematologia (ABRENFOH), o Instituto Lado a Lado pela Vida e o Instituto Vencer o Câncer, que resolveram abraçar essa causa também. A Campanha também contou com o apoio da empresa Bristol Myers Squibb (BMS).

A campanha deste mês de junho teve como embaixador o ex-futebolista Denilson, representando o universo esportivo com foco no público masculino, além de outros esportistas, como o craque Neto e Tande, ex-jogador de voleibol.