Jornal Mexa-se

24 de julho 2020 às 08:00

Doenças de inverno: saiba quais são e como evitar

Saúde

24 de julho 2020

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Doenças de inverno: saiba quais são e como evitar

O inverno é uma época de temperaturas baixas, pouca circulação do ar e tempo seco, que pode causar doenças típicas do período. Segundo a cardiologista Giselle Diniz, diretora médica da Sami, healthtech de teleatendimento e gestão inteligente, o período deixa as pessoas mais vulneráveis para determinados problemas de saúde, especialmente doenças respiratórias, AVC e infarto. Conheça um pouco mais sobre o que são, principais sintomas e tratamento de cada uma:


Doenças Respiratórias


O grupo de doenças respiratórias é composto por várias disfunções, cada uma delas causada por fatores diferentes, como vírus, bactérias, ácaros e fungos. As mais comuns da estação são gripe, resfriado, pneumonia, sinusite e rinite. Todas começam de forma parecida: tosse, coriza, congestão nasal e por vezes mal-estar. "O que difere uma da outra são, além de suas causas, os agravamentos", explica Giselle. "Todos somos suscetíveis a doenças do inverno, mas alguns hábitos podem deixar as pessoas vulneráveis. Aquelas que fumam, que já apresentam quadros alérgicos frequentes e possuem outros problemas de saúde, podem ter mais riscos", esclarece a profissional.


Para a prevenção, a médica explica que, mesmo com o frio, é importante deixar as janelas abertas para a circulação de ar. Também é importante manter a alimentação saudável e o corpo bem hidratado. Além disso, manter a casa limpa e sem pó também ajuda a evitar problemas, especialmente as alergias respiratórias. Por fim, tomar a vacina no momento certo é essencial, pois ela tem um período de ativação no sistema imunológico.


De acordo com a médica, para cada doença há tratamentos específicos com anti-inflamatórios e até antibióticos, mas os casos leves pedem práticas comuns: repousar, se alimentar bem e observar os sintomas. Caso o paciente veja a necessidade de utilizar medicamentos, é preciso consultar um médico e avaliar o caso.


AVC


O AVC é o acidente vascular cerebral. Ele é causado por uma artéria obstruída ou rompida, que para de irrigar o cérebro. As pessoas com maior risco de apresentar o problema são idosos, hipertensos, diabéticos, tabagistas e obesos. O processo inflamatório gerado por gripes e resfriados é a principal causa desta relação com a doença cardiovascular - infarto e AVC, por exemplo.


"Os médicos recomendam observar problemas na fala ou dormência de membros, sintomas que aparecem de forma súbita. Quando isso ocorre, acontece um comprometimento de atividade do corpo. Além disso, os sintomas podem ocorrer em apenas um lado do corpo, independentemente de qual seja.", explica Giselle.


Para proteger-se do problema, especialistas recomendam observar a pressão e mantê-la controlada, ter alimentação balanceada, dormir bem, praticar atividades físicas e evitar consumo exagerado de álcool. "Também é importante ter cuidado com a saúde mental, que impacta o restante do corpo", alerta a médica.


O AVC pode acometer diferentes partes do cérebro e, assim, os tratamentos podem mudar. É certo que existem medicamentos que dissolvem coágulos e auxiliam na diminuição de sequelas, mas como isso será feito depende do quadro de cada paciente.


Infarto


O infarto também acontece quando uma artéria é obstruída, mas nesse caso há impacto no coração, já que há um impedimento na irrigação de sangue para o músculo. Desta forma, as pessoas do grupo de risco são as mesmas, bem como a suscetibilidade para a época do ano, já que também é uma doença inflamatória.


O sintoma mais comum do infarto é a dor no peito. Mas, além dela, algumas pessoas também podem sentir falta de ar, mal-estar indefinido e até infarto sem dor. Para evitar, os cuidados são os mesmos da prevenção do AVC.


"O infarto tende a ser um problema com menos sequelas, porque o tecido cardíaco é mais resistente do que o cerebral, mas ainda assim, cada quadro precisa ser avaliado e será tratado como os médicos acharem necessário. Com tudo isso, vale ressaltar que atendimento médico é imprescindível. Assim, ao perceber qualquer sintoma, não hesite em procurar ajuda", finaliza a médica.