Jornal Mexa-se

16 de novembro 2020 às 07:00

Conheça alguns fatos sobre a asma

Saúde

16 de novembro 2020

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Conheça alguns fatos sobre a asma

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com a asma. Apesar de ser uma enfermidade comum, e ter recebido mais atenção nos últimos meses devido à pandemia, já que pacientes asmáticos não tratados e/ou não controlados têm maior risco de gravidade, existem alguns fatos importantes que nem sempre são conhecidos por todos. Confira:

Asma é a doença não transmissível mais comum entre as crianças

Segundo levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença respiratória é a mais comum entre as crianças. No Brasil, aproximadamente 20% das crianças convivem com a asma. Entretanto, a maioria das mortes causadas pela condição ocorre nos adultos mais velhos.

Não ter sintomas não significa que o tratamento pode ser interrompido

A asma é uma doença de tratamento contínuo. "O erro de muitos pacientes é não aderir ao tratamento prescrito pelo médico, só porque os sintomas não estão presentes. A asma é uma doença crônica, portanto, o tratamento medicamentoso ajuda na prevenção do agravamento de sintomas na forma de crises", alerta Rafael Stelmach, presidente da Fundação ProAr e médico pneumologista do Hospital das Clínicas.


Além dos anti-inflamatórios, como os corticoides inalados, os pacientes com asma alérgica grave (ou seja, aqueles que, mesmo seguindo o tratamento corretamente não conseguem controlar os sintomas da doença) podem contar com terapias mais avançadas, já disponíveis no Brasil, capazes de controlar os sintomas, permitindo uma vida normal aos pacientes. "Cada pessoa apresenta a doença de maneira diferente, por isso, é sempre muito importante conversar com o pneumologista para saber quais as linhas de tratamento mais eficazes para cada caso.


Adotar hábitos saudáveis e evitar os fatores desencadeadores da doença, em conjunto com o medicamento correto, ajuda no controle dos sintomas

Stelmach explica que, para chegar ao tratamento mais eficaz, o médico avalia, entre outras questões, o histórico clínico e os sintomas do paciente. "Com essas informações, conseguimos orientá-los a reduzirem os fatores desencadeadores ou agravante dos sintomas como exposição à poeira, ácaros, fungos, cheiros fortes, cigarro, entre outros. A prática de atividades físicas regulares e uma alimentação saudável, também são recomendadas em adição ao tratamento medicamentoso", esclarece.


O especialista também enfatiza que a ausência dos sintomas não significa que o paciente esteja curado. "Um erro de muitos pacientes é parar com a medicação, quando a asma está controlada. É importante lembrar que a asma é uma doença crônica e sem cura, o que significa que os sintomas podem voltar a qualquer momento, por isso, é tão importante a adesão ao tratamento".


A asma, quando não tratada corretamente, pode ser fatal

No Brasil, aproximadamente 20 milhões de pessoas sofrem com a asma, sendo que uma em cada vinte tem a forma grave da doença. Os tipos de asma são classificados de acordo com a gravidade e frequência da manifestação dos sintomas. De acordo com essa apresentação, o médico determina o melhor curso a ser seguido, pois, apesar de crônica, essa é uma doença que possui tratamentos que possibilitam a redução do número de exacerbações, e com isso, a diminuição no número de hospitalizações.

Em casos extremos, e quando o paciente não adere ao tratamento correto, a asma pode matar. Seis pessoas morrem diariamente no Brasil por causa da doença. Por isso, é importante controlar os fatores de risco e ficar atento aos sintomas, pois, o quanto antes se iniciar um tratamento adequado, melhores as chances de controle.