Jornal Mexa-se

23 de novembro 2020 às 07:00

Como será a volta às aulas?

Saúde

23 de novembro 2020

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Como será a volta às aulas?

 Com essa pandemia, a rotina foi modificada e a educação também. No começo, as notícias eram sobre a dificuldade com as aulas online e com a questão dos alunos, inclusive os que não tem possibilidades de internet.


 Durante essa fase descobrimos e criamos possibilidades, inclusive na educação, mesmo com discordância de algumas pessoas. Mesmo distante, a interação foi primordial para as relações se fortalecerem, para a educação não paralisar.


 Quando surgiu a notícia de que as escolas iriam se abrir, começou a questão: como será a nova rotina escolar? Por isso, foram criando regras para a segurança de todos envolvidos e o distanciamento físico entre os alunos, já que a maioria das escolas tem uma estrutura com capacidade elevada de alunos e salas. Uma das regras que fiquei pensando foi a questão do revezamento de alunos para a diminuição de alunos por sala/escola.


 Ouvia nos noticiários que uma das necessidades dos alunos era a questão de rever os amigos e as pessoas que não viam fazia tempo. Com a volta das aulas presenciais, esse revezamento terá essa necessidade suprida?


De fato, é preciso ter afastamento físico entre as pessoas. Entretanto, também é necessário rever o afastamento nas relações entre as pessoas. Isto é, na minha visão de educação, as relações humanas são essenciais para a aprendizagem acontecer. Isso não quer dizer que para se relacionar é preciso ter o contato físico.


Essa questão também é válida quando se fala nas aulas online. Mesmo distante, as relações podem ser valorizadas na educação e na aprendizagem. Basta a escola possibilitar essa postura no seu ensino, uma vez que, infelizmente, os conteúdos e avaliações numerais são uma das maneiras de rever as questões educacionais de cada aluno.


Assim, fica a reflexão de como a pandemia poderá trazer novas formas de ensinar e outras possibilidades de se relacionar. Basta as escolas e as pessoas reverem as suas prioridades e suas necessidades com as suas relações interpessoais e na educação.


 


Por Vanessa Sardisco, psicóloga, especialista em educação inclusiva com fluência em Libras. Realiza psicoterapia individual e familiar. Autora do livro “E a Borboleta Voou”. Contatos: facebook/psicovanessasardisco, (11) 98200-9577, www.vanessasardisco.com.br, psicologa@vanessasardisco.com.br.