Jornal Mexa-se

06 de abril 2021 às 07:00

Dia Mundial da Atividade Física: 4 benefícios dos exercícios para a pele

Esportes

06 de abril 2021

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Dia Mundial da Atividade Física: 4 benefícios dos exercícios para a pele

6 de abril é o dia Mundial da Atividade Física e serve para lembrar que existem diversos benefícios em praticar exercícios. E uma série deles pode ser vista justamente no maior órgão do corpo: a pele. “O estilo de vida e os bons hábitos influenciam muito a qualidade da pele”, conta a cirurgiã plástica dra. Beatriz Lassance. E com a atividade física não é diferente: “Isso porque durante os exercícios são liberados hormônios e substâncias, que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele”, destaca a dermatologista dra. Paola Pomerantzeff. “A melhora de circulação sanguínea proveniente da atividade é capaz de diminuir o nível de cortisol, melhorando a elasticidade, controle de acne e oleosidade, além de aumentarmos a própria barreira de proteção da pele”, acrescenta a cirurgiã vascular dra. Aline Lamaita.  Confira abaixo alguns dos benefícios dos exercícios para a beleza da sua pele e cabelo:


Efeito detox, antioxidante e mais viço para a pele – “O acúmulo de radicais livres nos tecidos é um dos fatores que levam ao envelhecimento. A atividade física consome energia e consegue, com isso, neutralizar esses radicais, melhorando o que chamamos de estresse oxidativo. A produção de colágeno melhora, a circulação na pele fica melhor. O exercício acelera o metabolismo de todo o organismo, as células são estimuladas a absorverem mais nutrientes, e secretar toxinas de maneira mais eficiente”, afirma a cirurgiã plástica dra. Beatriz. “Durante a atividade física, toda a nossa circulação fica mais solicitada. O sistema arterial (sangue que "alimenta" os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Isso se reverte na pele, deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica a angiologista dra. Aline Lamaita. “Também temos aumento de antioxidantes endógenos, que combatem os radicais livres; isso leva ao retardamento do envelhecimento, com efeito antiaging”, afirma a dra. Aline Lamaita. Dessa forma, nosso corpo tem uma melhor resposta antioxidante com a prática regular de atividade física.


Menor inchaço – No exercício físico, o fluxo sanguíneo aumenta, passando a levar oxigênio e nutrientes de forma mais eficaz para os tecidos, incluindo a pele. “Com isso, o sistema linfático passa a trabalhar em maior velocidade, desintoxicando o organismo e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele ganha um aspecto mais saudável, tornando-se hidratada, corada e viçosa”, afirma a dra. Paola Pomerantzeff.


Ação anti-idade – A prática da atividade física promove o estímulo da produção das fibras de colágeno e elastina, que são responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo. “Logo, há um risco menor da pele tornar-se flácida ou apresentar rugas e linhas de expressão precocemente, além de tornar-se mais firme, elástica e com menos sinais de envelhecimento”, diz a dra. Paola. “Outro benefício antienvelhecimento é usar adequadamente a energia proveniente do carboidrato (açúcar) que consumimos, diminuindo o estresse oxidativo e evitando a glicação do colágeno, um processo no qual o açúcar excedente liga-se às fibras de sustentação da pele, favorecendo o aparecimento de flacidez e rugas”, explica a dra. Beatriz. A prática também fortalece e favorece a regeneração da pele, o que pode tornar a cicatrização mais rápida. “Além disso, estudos apontam que a atividade física melhora o sistema imunológico, que também está envolvido no processo de cicatrização da pele”, completa a dra. Paola.


Redução do estresse e melhora da acne – “A atividade física diminui o nível de cortisol (o hormônio do estresse) ao longo do dia e, por isso, melhora também a qualidade do sono. Altos níveis de cortisol podem contribuir para diversos problemas de pele, como envelhecimento e acne”, conta a ginecologista dra. Eloisa Pinho. “O cortisol potencializa o estado inflamatório persistente do tecido cutâneo, diminuindo a longevidade e a atividade das células que compõem a pele, o que a torna mais propensa a ter rugas”, explica a dra. Paola. “O cortisol está também relacionado ao aumento de oleosidade e à diminuição da produção natural de ácido hialurônico na pele”, conta a dra. Aline Lamaita. “E o suor auxilia na eliminação de sujidades acumuladas no interior dos poros, desobstruindo-os e, consequentemente, prevenindo a formação de cravos e espinhas”, finaliza a dra. Paola Pomerantzeff.