Jornal Mexa-se

30 de maio 2022 às 07:00

Musculação: essencial para um envelhecimento saudável

Esportes

30 de maio 2022

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Musculação: essencial para um envelhecimento saudável

Não é novidade para ninguém que o exercício físico é bom para a saúde. Mas será que fazer qualquer coisa resolve? Será mesmo que aquela simples caminhada ou a agradável aula de hidroginástica podem atender às demandas desse organismo? Quais sistemas e órgãos são mais sensíveis ao envelhecimento? Qual o caminho para o envelhecimento saudável? E como a musculação pode atender todas essas demandas?


Se exercício físico é visto como remédio, espera-se que a prescrição atenda a critérios como: tipo e princípio ativo desse medicamento (exercício), dose e administração do mesmo. Quando falamos de envelhecimento, devemos ter em mente que o mesmo não chega sozinho. O envelhecimento em si traz consigo inúmeras complicações, desde aspectos metabólicos (dislipidemias, diabetes, hipertensão...), até os de caráter funcional, os quais comprometem as funções básicas, como: andar, subir e descer degraus, tornando o idoso incapaz.


Então precisamos de um remédio que atenda todas as necessidades apresentadas. Todo e qualquer quadro da famosa síndrome metabólica pode ser controlado com níveis e dosagens adequadas de exercício físico. Porém, somente um programa de exercícios devidamente estruturado será capaz de atender às demandas ósseas, musculares, articulares e seus componentes. Por mais que sejamos entusiastas do movimento, não podemos dizer que “o importante é se movimentar”, pois alguns modelos de atividades não atendem a essas demandas.


 O treinamento resistido (musculação) irá propiciar resgate das habilidades perdidas, funcionalidade mecânica, osteogênese (manutenção de massa óssea), ganho de massa muscular, melhora da força e potência, sendo essa a mais sensível ao processo de envelhecimento. Tais características fazem dessa prática a ferramenta mais eficiente no combate aos declínios e prejuízos do envelhecimento: sarcopenia, osteoporose, perda da função (incapacidade motora) e, consequentemente, fraturas por quedas. Os declínios funcionais matam mais do que as doenças cardiometabólicas. Quanto maior for a magnitude das perdas morfofuncionais, menor será a expectativa de vida.


Assim, fica evidente que garantir níveis adequados de massa muscular não é coisa de gente que só pensa em estética. Quando o assunto é envelhecimento, pode ser a diferença entre viver e morrer. A prática regular e bem orientada da musculação não só pode garantir manutenção da vida, mas assegurar que “essa vida” seja vivida com mais qualidade e autonomia. Não existe nada mais funcional do que a musculação.


Por Frank Fortaleza, personal trainer (Cref: 162712-G/SP). Contatos: 11-95061-5492, instagram: personalfrank_, email: personalfrankfortaleza@gmail.com